Designing and Evaluating E-learning Interactions

Já está à venda o International Handbook of E-Learning, publicado em em 2 volumes pela editora Routledge, organizado por Badrul H. Khan e Mohamed Ally.

O volume 1, Theoretical Perspectives and Research, trata de questões mais teóricas e relacionadas a pesquisa, enquanto o volume 2, Implementation and Case Studies, aborda implementações e estudos de caso.

Aqui é possível ler o Sumário, o Prefácio, informações sobre os organizadores e autores dos capítulos e uma parte do capítulo inicial, e no Google Books é possível ler parte do meu capítulo, Designing and Evaluating E-learning Interactions.

Traço um histórico da rica tradição de discussão sobre interações em educação a distância, que começa com um editorial clássico de Michael Moore para o American Journal of Distance Education, Three Types of Interaction, e depois proponho meu modelo para o design de interações e o design educacional em geral.

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São Paulo 15/03/2015

A Folha de São Paulo faz parte do PIG (Partido da Imprensa Golpista). Mas, quando é do seu interesse, os PTistas recorrem aos dados do Datafolha contra outros golpistas. É do que estão se gabando agora, em relação à Polícia Militar de São Paulo.

A PM-SP, sempre conservadora, informou que calculou 1 milhão de pessoas na manifestação de hoje na Avenida Paulista; já o Datafolha informa que calculou 210 mil. Cada instituição utilizou obviamente metodologias distintas, mas a diferença é muito grande. A PM informa que considerou ruas adjacentes (que estavam realmente bem cheias – eu estava lá), mas isso tampouco justifica a enorme diferença.

Então vamos brincar com as 2 fontes.

Se confiarmos nos números da PM, foi uma manifestação-monstro, de assustar, não comparável a nada que tenha existido no Brasil, nem que se pudesse imaginar.

Se tirarmos uma média entre as 2 fontes, ao redor de 600 mil pessoas, somente considerando o que ocorreu em São Paulo, hoje foi a maior manifestação que o Brasil já presenciou. Segundo o Datafolha, as Diretas-Já (16/04/1984) levaram 440 mil pessoas à Praça da Sé (eu era uma delas); a Marcha para Jesus (2012) levou 335 mil pessoas às ruas; e a Parada Gay (2012), 270 mil. E não estamos calculando nada do que ocorreu fora das imediações da Paulista, no resto do país.

Mas sejamos conservadores e aceitemos os dados do Datafolha: 210 mil pessoas estiveram hoje na Paulista. Foi a maior aglomeração medida pelo instituto em um ato político depois das Diretas-Já (quando, é bom lembrar, o PT estava do outro lado: do lado da passeata). Mas se somarmos o número de pessoas que protestaram em outras cidades do Brasil, hoje foi novamente a maior manifestação política na história do Brasil. Só para comparar, no auge das manifestações de 2013, o Datafolha registrou 110 mil pessoas nas ruas em São Paulo, ou seja, quase a metade de hoje. A violência de 2013, comparada às manifestações pacíficas de hoje, pode dar a sensação de que em 2013 tivemos mais gente nas ruas.

Alguém pode ainda argumentar: outras fontes, como p.ex. a Wikipédia (que não é confiável para esse tipo de informação), aponta médias bem maiores em algumas das passeatas das Diretas-Já (1 milhão no Rio e 400 mil em Belo Horizonte), e diz que a última, em São Paulo, teve 1,5 milhão de pessoas. Então, usando essa proporção de diferenças em relação aos números do Datafolha, a passeata de hoje em São Paulo teria tido ao redor de 715 mil pessoas, ou seja, teria sido a terceira maior da história do Brasil. Novamente, considerando só o que ocorreu em São Paulo. Acrescentando o resto do país, o número de pessoas nas ruas hoje talvez só não tenha superado o último comício das Diretas-Já em São Paulo.

Seja que números você decida utilizar em suas argumentações, hoje foi um dia histórico em São Paulo – e no Brasil. Se considerarmos o que aconteceu em todo o país, algo só comparável ao movimento das Diretas-Já. E se voltarmos no tempo e acompanharmos o crescimento dos protestos das Diretas-Já, de 31/03/1983 a 16/04/1984, os números de pessoas nas ruas tendem a crescer exponencialmente. Só para comparar, no auge das manifestações pedindo o impeachment de Collor, não há registros que se aproximem do número de pessoas que protestaram hoje no Brasil. No auge, ou seja, na última manifestação, em 18/09/1992 em São Paulo. Mas é provável que hoje tenha sido apenas a primeira.

Mas você tem o direito, é claro, de continuar indiferente a tudo isso, ironizando o 15 de Março de 2015.

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Eventos sobre Games

Uma lista de importantes eventos sobre games, especialmente ligados à educação. Sugestões?

DICE Summit

Electronic Entertainment Expo (E3 Expo)

European Conference on Game Based Learning

Games for Change

Games for Health

Game Developers Conference

SBGames

Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação – construindo novas trilhas

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Ferramentas para Desenvolvimento de Games

Ferramentas mencionadas no capítulo 13 do livro

KAPP, Karl M.; BLAIR, Lucas; MESCH, Rich. The gamification of learning and instruction fieldbook: ideas into practice. San Francisco: Wiley, 2014.

para o desenvolvimento de games.

Ferramentas de Autoria de eLearning que não são focadas em games, mas permitem a criação de games

Adobe Captivate

Articulate

Lectora

JelSim – gratuito e opensource, mas requer conhecimentos de Java.

Quandary – para a criação de estudos de caso interativos. Gratuito mas sem suporte.

ZebraZapps – para produção de conteúdos interativos.

1. Templates

Templates de Jogos

Bravo (C3 Softworks) – templates de tabuleiro

eLearning Brothers – games em html5 que podem ser personalizados para conteúdos diversos.

Envato (ActiveDen) – templates em flash de diversos tipos de jogos.

JeopardyLabs – crie templates para jogos no estilo Jeopardy.

Knowledge Guru – ambiente de game em que você pode adicionar suas perguntas.

Raptivity – templates para atividades interativas. Oferece também o Games Turbopack, uma ferramenta de autoria de elearning.

Templates de Personagens

CodeBaby – crie personagens para seus cursos.

CrazyTalk – Animações em 2D

Media Semantics – personagens animados.

2. Game Engines

2D

GameMaker (YoYoGames) – a versão básica é gratuita

GameSalad – cria games para iOS, Android e HTML5

Construct2 (Scirra)

Stencyl – para mobile, web e desktop

3D

CryEngine

ThinkingWorlds – voltado à educação

Torque 3D

Unity3D

Unreal Engine

3. Outras Ferramentas

HTML5

Flash

Plataformas para Gamificação

Adicionam elementos ao conteúdo, sem modificá-lo.

Axonify

Badgeville

BigDoor

Bunchball

GamEffective

Gamify

Mozzila’s Open Badges project

MindTickle

OnPoint Digital

Knowledge Guru

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MOOCs e Cursos Online Gratuitos

Lista de alguns MOOCs ou cursos online gratuitos abertos (ou que vão começar). Quem tiver mais sugestões, posso incorporar ao post.

Intro to Statistics: Making Decisions Based on Data – Udacity (aberto)

Jazz Appreciation – edX – 20/01 (10 semanas)

Gamificação – Coursera – 25/01 a 12/03

Minecraft for Educators – Canvas – 26/01 – 10/03

Programming in Scratch – edX – 02/02 (12 semanas)

Statistics in Education for Mere Mortals – Canvas – 09/02 – 17/03

Begin Programming: Build your First Mobile Game – Futurelearn – 16/02 (7 semanas)

Code Yourself! An Introduction to Programming (em Scratch) – Coursera – 09/03 a 11/04

Class Central – lista MOOCs de diversas instituições

Google Developers – vários cursos

Code Academy – vários cursos de programação

Lynda.com – tutoriais de inúmeros programas – algumas coisas são gratuitas, mas uma pequena taxa por mês dá direito a acessar tudo

Portal da Escrita Científica – USP São Carlos

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Cursos Online de Férias

Coordenarei nestas férias 3 cursos online. As inscrições já estão abertas e os cursos começam na segunda que vem, 05 de Janeiro.

Web 2.0 e Redes Sociais na Educação

Design Educacional

Games e Gamificação em Educação

Será um prazer encontrar com alguns de vocês no Moodle!

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ePortfólios Inovação em Tecnologias Educacionais

A primeira turma do curso de pós-graduação online Inovação em Tecnologias Educacionais. que coordeno na Universidade Anhembi Morumbi, defendeu seus trabalhos de conclusão de curso, em formato de eportfólios. O objetivo do eportfólio é registrar a reflexão sobre o processo e a apresentação dos produtos elaborados pelos alunos durante o curso. Explorem com os exemplos.

Havia liberdade para escolher as ferramentas.

Ghost
Rafael Caputo

Twitter
Leandro Costa

WordPress
Clara Arena

Papyrus
Joyce Passos

Blogspot
Janaína Leal
Vinicius Lemos
Gilda Galdino

Wix
Michelle Siquet
Lucilene Oliveira
Fernanda Amaral
Fernanda Cobo
Fabiana Leal
Edson Cortez
Clarissa Tams
Marcelo Perassolo
Paloma Ruas
Cláudia Vale

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Futebol Universitário nos Estados Unidos

O futebol universitário masculino nos Estados Unidos está dividido em diversas ligas, das quais as mais importantes são:

- NCAA (National Collegiate Athletic Association), que tem 3 divisões. A Division 1 inclui algumas universidades na Flórida como Florida International University (Miami), Florida Atlantic University (Boca Raton) e University of Central Florida (Orlando).

- NAIA (National Association of Intercollegiate Athletics), que congrega faculdades e universidades menores.

- NCCAA (National Christian College Athletic Association), que congrega faculdades e universidades cristãs.

- USCAA (United States Collegiate Athletic Association), que congrega faculdades pequenas, Community Colleges e Junior Colleges.

- NIRSA (National Intramural and Recreational Sports Association), que congrega jogadores que não participam das demais ligas.

Muitos dos principais jogadores de futebol masculino universitários jogam durante o verão em times da PDL (Premier Development League).

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Metas do PNE

O PNE – Plano Nacional de Educação apresenta 20 metas (reproduzidas neste post), seguidas de uma série de estratégias para alcançá-las. Elas são discutidas em detalhes em Planejando a Próxima Década: conhecendo as 20 metas do Plano Nacional de Educação.

Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.

Meta 2: universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.

Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento).

Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.

Meta 5: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o (terceiro) ano do ensino fundamental.

Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da educação básica.

Meta 7: fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb:

Meta 8: elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional.

Meta 11: triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público.

Meta 12: elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público.

Meta 13: elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores.

Meta 14: elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 25.000 (vinte e cinco mil) doutores.

Meta 15: garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino.

Meta 17: valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.

Meta 18: assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de Carreira para os (as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos (as) profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.

Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto.

Meta 20: ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto – PIB do País no 5o (quinto) ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio.

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Mais MOOCs

Uma nova lista de MOOCs interessantes a começar:

Questionnaire Design for Social Surveys – Coursera

Intro to Java Programming – Udacity

Intro to Statistics – Udacity

Statistics – Udacity

Introduction to Computer Programming, Part 1 – edX

Introduction to Computing with Java – edX

Introduction to Computer Science – edX

Statistics in Education for Mere Mortals – Canvas

Mastering Academic Research: Information Skills for Successful Students – Canvas

Basic Science: Understanding Numbers – FutureLearn

Data to Insight: An Introduction to Data Analysis – FutureLearn

Begin programming: build your first mobile game – FutureLearn

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