Second Life & Mundos Virtuais em Educação

3 de Julho de 2009 @ 23:25 por João Mattar

Quem me acompanha, e acompanha este blog, sabe que este tema é recorrente por aqui, mas chegou a hora de revisitá-lo com paciência e energia, principalmente agora que tem gente por aí trocando as bolas e esbravejando que o Second Life morreu, e que essa morte demonstra não só que o Second Life, mas inclusive os mundos virtuais em geral, foram uma aposta furada na educação, muita fumaça para pouco fogo. Um tipo de discurso que, parece, tem se repetido no mundo todo, ciclicamente, e que aqui chegou atrasado. No últimos meses fui deixando vários posts e artigos para ler, lugares para visitar etc., então aqui vão, num fôlego só!

A University of Cincinnati recriou no Second Life as ilhas Galápagos. Você pode refazer a viagem de Darwin a bordo do Beagle (acabei de viajar), além de exporar a ilha, que tem galeria e museu, num fantástico projeto coordenado por Chris M. Collins, que junto com Ronald W. Millard escreveu o artigo Galapagos Islands in Second Life.

A ‘Second Life’ For Educators apresenta o uso do Second Life em educação, com vários exemplos.

Cheguei a comentar por aqui sobre a Educational Support Faire, organizada no início do ano, que tem um wiki. Durante o Virtual Worlds Best Practices in Education, quase 4.000 avatares participaram das atividades. Durante o 7º SENAED, as atividades no Second Life foram concorridas e a ferramenta se demonstrou uma das mais estáveis do evento. Vêm por aí ainda a Second Life Community Convention (SLCC) e o SLACTIONS, além de uma série de atividades que a comunidade de educadores que trabalha com o Second Life no Brasil organizará colaborativamente para o segundo semestre - tudo neste ano! Então, o que é que acabou, exatamente?

Denise Harrison produziu uma série muito interessante de 4 artigos para o Campus Technology sobre o uso do Second Life em educação.

No sensacional Real-Life Teaching in a Virtual World, ela discute como, ao contrário do movimento de excitação e posterior descontentamento com o Second Life, a educação seguiu um caminho diferente. A educação está florescendo no Second Life, com educadores explorando intensamente todas as ferramentas disponíveis no mundo virtual 3D e estabelecendo boas práticas pelo caminho. A SLED (lista dos educadores que trabalham com o Second Life) tem hoje ao redor de 6.000 participantes; o Real Life Education in Second Life é um grupo dentro do SL com quase 4.000 membros; e o CC International-SL é outro grupo com milhares de participantes, voltado à promoção do uso de mundos virtuais na educação. Algumas instituições usam o SL como ferramenta de recrutamento de estudantes e professores, além de projetar a instituição a outros públicos; outras beneficiam-se do potencial educacional do SL para atender alunos, enriquecer o currículo, complementar suas aulas ou mesmo ministrar aulas no mundo virtual. Os educadores apontam várias vantagens na utilização do ambiente: imersão, aprendizado experiencial, simulação, roleplay, colaboração, co-criação, experimentação com novas ideias e aprendizado em grupo. Uma referência é feita ao wiki Educational Uses of Second Life. Colaboração e encontros síncronos envolvem mais do que páginas na web; um ambiente 3D virtual aumenta a participação e melhora a retenção; e o fator diversão não pode ser ignorado. No SL estão também disponíveis, sem custo, ferramentas para apresentações multimídia, apresentações de slides, vídeos, acesso a urls, notecards etc.

O segundo artigo da série, Second Life: Engaging Virtual Campuses, analisa o trabalho de algumas instituições no Second Life, como University of Delaware, Stanford University Libraries, Montclair State University e University of North Carolina at Chapel Hill.

O terceiro artigo, Second Life’s Role in a Curriculum, mostra o interessantíssimo uso do Second Life pela Elon University em cursos de ciências, conduzidos pelo professor Tony Crider.

Completa a série Engaging Students in Virtual Learning, dedicado totalmente ao incrível trabalho desenvolvido pela East Carolina University em diversos cursos no Second Life. Então, onde está o fim do túnel?

Cabe aqui um parêntese, aproveitando um comentário do Valente. No cap. 2 do Learning by Doing, o Clark Aldrich fala sobre a curva de adoção de novas tecnologias, que muitas vezes parecem morrer depois de um período inicial de excitação, mas depois renascem, quando entram na fase mais pragmática de vantagem estratégica. Se é isso o que ocorreu com o Second Life e com o uso de mundos virtuais em educação, é bom mesmo que seja assim, principalmente para deixar claro que quem entrou para valer, para explorar pedagogicamente essas ferramentas, não entrou por causa do frenesi, mas pela vontade de testar e experimentar com educação. O que, aliás, temos a obrigação, como educadores, de fazer com as mais diversas ferramentas, para nos apropriarmos delas para o uso educacional. Mas essa fase já passou, agora já estamos em outra fase, de amadurecimento e de uso (não mais de discutir o potencial). Quem está aqui dentro sabe disso.

Em Is Simulation as Good as Real Life?, Trent Batson faz uma interessante reflexão sobre o potencial da simulação em educação, citando exemplos desenvolvidos no MIT como StarBiochem (em que é possível interagir com moléculas) e Astronaut Motion in Micro Gravity (simulação 3D do movimento dos astronautas em micro-gravidade). Batson conclui que uma das muitas contribuições para o aprendizado, possibilitada pelas simulações, é sermos capazes de experienciar processos e realidades que são impossíveis de experienciar de outra maneira; as simulações podem nos transportar a um outro nível de realidade, permitindo ver com clareza o que seria impossível com outras ferramentas.

Quem já leu Simulation and Its Discontents da Sherry Turkle, citado no artigo?

O software Glasshouse, da Greenphosphor, permite que você transfira dados de uma planilha ou um banco de dados para uma representação 3D, que pode então ser inserida em um mundo virtual e explorada interativamente. Ele utiliza o CICP (Content Injection and Control Protocol), desenvolvido pela empresa mas em domínio público. Um vídeo explica o funcionamento do software:

Children taught in Second Life é um vídeo que mostra uma escola em Middlesbrough que utiliza o Second Life no ensino.

O Canal Metaworld2 Virtual Realities da Livestream transmite apresentações dos mundos virtuais.

Que tal um vídeo sobre o Sloodle (Second Life + Moodle)?

Ball State wins inaugural of Blackboard Greenhouse Grant for Virtual Worlds
mostra que o Blackboard tem procurado conectar seu LMS com o Second Life. O Angel Learning, por sua vez, já tem uma ilha no Second Life. O que então acabou?

Online Students at Bryant & Stratton College Will Graduate via Second Life mostra o uso do Second Life como plataforma para colação de grau no Bryant & Stratton College.

Digital Karnak é um projeto de Willeke Wenderish, professor de arqueologia egípcia da UCLA, para o estudo do desenvolvimento de Karnak, centro religioso no Egito. Wenderish tem também projetos para modelagem da agricultura do Egito Antigo (cf. UCLA Professors Use Virtual Reality to Explore Ancient Egypt).

O Volume 43, Number 5, September/October 2008 da renomada Educause Review Magazine apresenta artigos sobre o uso de mundos virtuais (especialmente o Second Life) em educação, assinados por evangelizadores do metaverso como AJ Kelton (”AJ Brooks”), Sarah Robbins-Bell (“Intellagirl Tully”), Cynthia M. Calongne (“Lyr Lobo”), Chris Collins (“Fleep Tuque”) e Chris Johnson (“ScubaChris Wollongong”), além de um podcast com Donald J. Welch, Presidente e CEO da Merit Network, e vários outros artigos, dentre os quais um de Alan Levine sobre o Campus do NMC - New Media Consortium, a maior reunião de instituições de ensino em qualquer mundo virtual. Ou seja, fonte obrigatória de consulta para quem se interessa pelo uso de mundos virtuais em educação.

O Volume 5, Issue 5, June/July 2009, do Innovate Journal of Online Education, é dedicado ao uso de mundos virtuais em educação, com a maioria dos interessantes artigos abordando o uso do Second Life.

Outra fonte essencial é o Journal of Virtual Worlds Research, iniciado em Julho de 2008 e já com inúmeros artigos disponíveis. Oras bolas, mas então o que morreu, se está nascendo?

O Early summer 2009 Virtual World Watch snapshot of virtual world activity in UK, HE, and FE, publicado em Junho de 2009, afirma que o Second Life continua a ser, disparadamente, o mundo virtual de escolha dos educadores nas universidades e faculdades do Reino Unido. Algumas universidades, como Open University, Edinburgh e Coventry possuem vários grupos, cursos e departamentos utilizando mundos virtuais como uma tecnologia central para atividades de ensino e aprendizagem, enquanto outras instituições estão desenvolvendo uma presença significativa no mundo virtual. O setor de medicina e saúde desenvolve um número destacado de atividades no mundo virtual, além de outras áreas como saúde e segurança, arte e design, e ciência da computação. Além disso, menos educadores têm reclamado de questões técnicas, pois os novos computadores já apresentam hardware adequado para a navegação no ambiente. Vamos continuar olhando para o passado, para educar nossos alunos para o futuro?

Informed consent and virtual worlds: The avatar will see you now, publicado recentemente no Economist.com, mostra um estudo sendo desenvolvido no Second Life (SciLands) pelo Royal Sussex County Hospital (Brighton, Inglaterra) para auxiliar pacientes com problemas mentais a dar consentimento para procedimentos médicos.

Há uma tag no Delicious para o Second Life: secondlife, pela qual você pode acessar tudo da web que as pessoas estão classificando com essa tag, e inclusive classificar o que você encontrar pelo caminho.

Confira também as interessantes FAQs da SLED, a lista de milhares de educadores que utilizam o Second Life. É possível também acessar um calendário de eventos para educadores no Second Life.

O SocialPresence3D é um wiki para educadores no Second Life.

Uma dica recente do Gilson Schwartz foi a comunidade Association of Virtual Worlds, da qual ele participa.

Enquanto eu estava escrevendo este post (foi praticamente o dia todo para ler e rever tudo o que estava guardado, explorar alguns sites e espaços no SL etc.), dei uma paradinha para visitar o fantástico espaço da portuguesa Mysa Randt, da Universidade Aberta - vale a pena dar um pulinho por lá! Ela tem inclusive um canal no YouTube, onde estão os vídeos das atividades que ela desenvolve, e tem também seu Sloodle.

Ou seja, a educação que está rolando nos mundos virtuais, e especialmente no Second Life, não está, nem nunca esteve, dependente da Kaizen. Apesar de alinhados com boas práticas mundiais em muitas áreas da EaD, no Brasil estamos ainda bem distantes do que se faz em educação nos mundos virtuais, e especialmente no Second Life, em relação ao resto do mundo. Por isso mesmo, fica fácil para quem entrou no Second Life menos do que meu filho de 5 anos afirmar, falaciosamente, que o fim das atividades da Kaizen é a prova de que o Second Life (e os mundos virtuais) se mostraram inviáveis para a educação. Esse discurso não se sustenta, é um discurso do medo do novo, de bicho-preguiça; é preciso rever posições, olhar para o futuro, senão vamos continuar a mirar a educação do passado, superada e ineficiente para os nossos alunos de hoje. É preciso inovar.

Mas o equívoco não está só na interpretação falaciosa do que está ocorrendo com a educação!

Recipe for Success with Enterprise Virtual Worlds é um whitepaper da Fortrera, de dezembro de 2008, que apresenta os mundos virtuais como uma opção para treinamento e colaboração em empresas. Os mundos virtuais são apresentados como mais envolventes e baratos do que sistemas de áudio e webconferência.

Sims Games for Entrepreneurs é um serviço interessante a explorar, que oferece ambientes virtuais para o desenvolvimento de empreendedorismo.

O ThinkBalm Immersive Internet Business Value Study, Q2 2009 (Erica Driver & Sam Driver, Maio 2009) explora a utilização de tecnologias imersivas no trabalho.

Faça a sua escolha: continuar falando da zona de conforto do minimalismo tecnológico sobre aquilo que você não conhece, não experimentou e não aprendeu (ou, pior ainda, ficar repetindo esse discurso que vem da boca dos outros), e repetindo que as exigências de placa de vídeo tornam o Second Life uma tecnologia elitista etc. etc., que não possibilita uma educação revolucionária, ou explorar e testar uma tecnologia que pode ser integrada e aliada da educação. Mas isso envolve disposição para a imersão - logo estará disponível um cardápio de atividades educacionais para o segundo semestre, no Second Life. Tudo de graça.

Ferramentas para MiniGames

2 de Julho de 2009 @ 15:50 por João Mattar

Neste semestre, com meus alunos de Design de Games na Anhembi Morumbi, fizemos uma lista de game/graphic engines, ou Mods, para a produção de mini-games em pouco tempo. Se você sempre quis criar um game, mas não sabia como, aqui vão as sugestões (não valia citar o Flash):

RPG Maker - quase uma unanimidade

World of Warcraft 3 - editor de mapas

Gamemaker - não é necessário conhecer programação para desenvolver games 2D e até 3D.

Scracth - desenvolvido pelo MIT para crianças a partir de 8 anos programarem. Um dos meus alunos fez, em algumas horas, o Matemática Avançada.

Age of Empires - editor e criador de mapas

Diversas linguagens e ferramentas de apoio: html, C++, C# (C Sharp), Microsoft Visual C++, Java, Java Script, Powerpoint, Excel, PhotoShop, Ilustrator, Corel, Second Life, YouTube, fóruns etc.

Clickteam, que tem dois softwares: Multimedia Fusion & The Games Factory

Unreal Engine - engine para o desenvolvimento de jogos

Havok - oferece uma suíte de ferramentas

Microsoft Popfly - cria também mashups e páginas web

SAGE - Simple Academic Game Engine
- engine voltado para a educação

Ren’Py - gratuito, possibilita a criação de jogos com palavras, imagens e sons.

XNA Game Studio Express
- permite criar jogos para Windows e Xbox 360, baseado em .Net

Blender - suite de criação gratuita e de código livre.

LackeyCCG
- construção de jogos de cartas.

Neverwinter Nights - criador de mapas

TGB - para games 2D

CryENGINE 2

Kit de ferramenta de criação de jogos de DS da Nintendo

Little Big Planet - games podem ser disponibilizados online gratuitamente para quem tem o software

Unity 3D - engine

Half-Life 2 - mod

ARG (Alternative Reality Game) utilizando ferramentas diversas como blog, twitter, orkut etc.

Create Your Own Game – 7 Sites that let you create games online apresenta e comenta rapidamente 7 serviços disponíveis online para a criação de games: Sploder, Pictogame, Simscarnival, Mygame, Fyrebug, Playmygame e Gamebrix.

Uma outra sugestão comum foi a criação de jogos de tabuleiro.

Comentários sobre a lista, ou sugestões para ampliação?

Games em Educação IV

2 de Julho de 2009 @ 13:54 por João Mattar

Tenho passeado por páginas e sites que abordam o uso de games em educação. Aqui vão as últimas (algumas inclusive já antigas):

Há algum tempo, Diana Oblinger, em Simulations, Games, and Learning (EDUCAUSE Learning Initiative white paper. Boulder, CO: EDUCAUSE, May 2006), explorava o tema.

Todd Bryant, em Games as an ideal learning environment, Transformations, April 13, 2007, demonstra a utilização do World of Warcraft no ensino de alemão.

Um livro gratuito para baixar é: SALEN, Katie (Editor). The ecology of games: connecting youth, games, and learning. Cambridge, MA: The MIT Press, 2008.

Top 100 Learning Game Resources, da Upside Learning, apresenta uma lista de 100 links sobre o uso de Games em Educação, consultados para a elaboração do whitepaper Do You Need Games In Your Elearning Mix?

Um exemplo recente e inovador de aplicação da Semiótica ao estudo de games, com várias reflexões que podem ser estendidas para mundos virtuais, é:

COMPAGNO, Dario; COPPOCK; Patrick (Edited by). Computer Games: between text and practice. Rivista on-line dell’Associazione Italiana di Studi Semiotici, Serie speciale, Anno III, n. 5, 2009.

Passei também pelo Portfolio do Designer de Games Ronaldo Lasmar Coimbra. Uma lista de portfólios como este seria bastante interessante - alguém conhece?

One Kind Favor - See That My Grave Is Kept Clean

27 de Junho de 2009 @ 20:43 por João Mattar

Uma das descobertas do projeto Ouvindo a História do Jazz.

Que tal uma sequência do clássico com:

Blind Lemon Jefferson (o compositor)

Lou Reed:

Mavis Staples:

B. B. King

Bob Dylan

E em versão punk, com a banda Thelonious Monster.

Well there’s one kind of favor I’ll ask for you
Well there’s one kind of favor I’ll ask for you
There’s just one kind of favor I’ll ask for you
You can see that my grave is kept clean

And there’s two white horses following me
And there’s two white horses following me
I got two white horses following me
Waiting on my burying ground

Did you ever hear that coffin sound
Did you ever hear that coffin sound
Did you ever hear that coffin sound
Means another poor boy is under the ground

Did you ever hear them church bells toll
Did you ever hear them church bells toll
Did you ever hear them church bells toll
Means another poor boy is dead and gone

And my heart stopped beating and my hands turned cold
And my heart stopped beating and my hands turned cold
And my heart stopped beating and my hands turned cold
And I believe what the father told

And there’s one last favor I’ll ask for you
And there’s one last favor I’ll ask for you
And just one last favor I’ll ask for you
You can see that my grave is kept clean

Farrah Fawcett & Michael Jackson no Twitter

25 de Junho de 2009 @ 21:55 por João Mattar

Hoje à tarde, quando eu estava no Twitter, fiquei sabendo da morte da Farrah Fawcett, de quem (como muitos adolescentes) tive por vários meses (ou anos?) um pôster no meu quarto. A notícia ainda não tinha saído no Estadão, mas eu já tinha recebido a notícia pelo Twitter.

Mais ou menos na mesma hora, recebi também a notícia de que o Michael Jackson tinha tido um ataque cardíaco e estava internado. Meu filho de 11 anos estava do meu lado quando, um pouco depois, chegou a primeira notícia pelo Twitter de que o Michael Jackson tinha morrido, um (re)tweet da minha querida ex-aluna Ana Paula:

anatradutora RT @ondei: TMZ diz que Jackson morreu!

Não tinha nada no Estadão, não tinha nada na Folha, não tinha nada em fontes internacionais online, ligamos a tv e nada, mas já estava no Twitter, inclusive com várias hashtags e termos já criados para pesquisa (RIP MJ, #MichaelJackson etc.), e com um link para o site da TMZ. Apenas agora, algumas horas depois, o LA Times, em seguida a CNN e aí todo o resto, em efeito dominó, confirmaram a morte dele.

Na hora em que ainda nenhuma fonte (além da TMZ) anunciava a morte de Michael Jackson, eu mostrei para o meu filho o que estava acontecendo - a informação flui hoje mais rápido do que as próprias fontes de informação “oficiais” conseguem disseminar e controlar. Em 1865, levaram 12 dias para a informação sobre o assassinato de Abraham Lincoln chegar à Inglaterra, pois ela teve que ser publicada num jornal e “transportada” de navio até a Inglattera. Meu filho presenciou um momento histórico: antes da confirmação da morte de Michael Jackson pelas autoridades, pelas fontes oficiais, pela mídia etc., a informação já estava circulando a mil pelo Twitter (e pelo mundo), as pessoas já estavam comentando, lamentando, refletindo sobre o dia (Fawcett e Jackson no mesmo dia, come on!), tanto que logo depois o Twitter travou. Antes de Michael Jackson ser confirmado morto, ele já estava morto no Twitter (e, portanto, para um monte de pessoas) - esses foram alguns tweets que pipocaram na minha tela, depois do retweet da Ana Paula:

pritties Reuters says that he died..

andrelemos Na minha infancia gostava dos Jackson 5, na adolescencia, da F. Fawcett…os idolos estão indo e nós, envelhecendo,…ainda bem!

carolbarbiere Michael morto? oh LORD!

corvida I always thought he’d live forever for some reason, like my kids kids would grow up with Michael too. No one can replace him or compare.

catone Sad week in entertainment (Ed, Farrah, Michael) RT @mashable Michael Jackson: A Video Tribute http://bit.ly/14SNRC

sarahintampa Wow, look at that crowd at UCLA Medical Center! It’s going to be a madhouse

billt Home from Norwich to news of Jackson. Definitely time for beer.

Sem dúvida, o jornalismo vai ter que se reinventar para acompanhar essa incrível flexibilidade e capacidade de disseminar informações das redes sociais. Assim como as próprias redes sociais terão que se reinventar, como também já foi refletindo no próprio Twitter “on the fly” o Frederic Lardinois, do ReadWriteWeb, quando o Twitter foi ficando lento (até travar) com o fluxo intenso de informações sobre a morte de Michael Jackson:

fredericl Looks like MJ’s death is bringing Twitter to it’s knees… Search is running pretty slow right now.

fredericl RT @turoczy: RT @Stranahan: Twitter could survive an uprising in Iran but not Michael Jackson

fredericl 9 of the top 10 trending terms on twitter search right now are Jackson related… just Ed McMahon is holding on - #iranelection is gone

Vivências, Benefícios e Limitações: registro sobre o uso do Second Life em uma experiência educacional

22 de Junho de 2009 @ 20:45 por João Mattar

O Rodrigo Gecelka, que coordena a ilha do Sebrae no Second Life, incluindo aqueles cursos maravilhosos (e gratuitos) oferecidos por lá, estará defendendo seu TCC de Especialização em EaD pela Universidade Católica de Brasília na próxima segunda-feira, 29/06, às 16 horas (Brasília).

Quem quiser acompanhar pelo próprio Second Life, é só aparecer no auditório da ilha do Empreendedor.

convite SL 3 512 - convite SL 3 512

History of Jazz

22 de Junho de 2009 @ 00:40 por João Mattar

Comecei hoje um projeto combinando a Blip.fm com o Twitter: Ouvindo a História do Jazz.

Vou “contar” cronologicamente a História do Jazz através das músicas, começando lá nas raízes e nos blues, e chegarei até o jazz contemporâneo (só não sei quanto tempo isso vai levar!). As músicas serão selecionadas na minha conta da Blip.fm e replicadas no meu Twitter. A seleção foi precedida de anos de intensa pesquisa, em livros e ouvindo muita música, então tudo estará dividido por fases, com comentários etc.

A hashtag que criei para os tweets é:

#histjazz

Se você quiser ajudar a consolidá-la, pode enviar um tweet assim:

@tagalus define histjazz as History of Jazz (by João Mattar)

Será um prazer tê-los comigo nessa viagem nos próximos meses, ouvindo a história do jazz. E convidem quem quiserem!

Tupelo Honey + Just Like a Woman

20 de Junho de 2009 @ 02:22 por João Mattar

Achei hoje uma preciosidade, o Richie Havens (1974) cantando Tupelo Honey (Van Morrison) e emendando Just Like a Woman (Bob Dylan) - simplesmente fantástico, mágico:

HTML, XHTML & CSS

19 de Junho de 2009 @ 09:03 por João Mattar

html6ecover - html6ecover

CASTRO, Elizabeth. HTML, XHTML & CSS: visual quickstart guide. 6th. ed. Berkeley, CA: Peachpit Press, 2007. Resenha de João Mattar.

Este livro é bibliografia básica do curso Internet for Educators, então vou resenhá-lo por aqui nos próximos 2 meses. Enquanto esta mensagem estiver por aqui, a resenha está em construção.

No site do livro na editora há um capítulo disponível online Basic (X)HTML Structure, e site da autora há vários outros recursos, como Table of Contents, Examples, Extras, Errata e Help.

Chapter 3: Basic (X)HTML Structure cobre os elementos mais importantes de (X)HTML: declaração de que tipo de html ou xhtml você está usando; início; cabeçalho; corpo; declaração do enconding; título; headers; parágrafo; nomeação de elementos; divisões; inline spans; quebra de linha; comentários e labels.

Chapter 7: Style Sheet Building Blocks introduz o uso do CSS 2, incluindo como construir uma Style Rule, adicionar comentários, a preferência das regras (cf. Calculating a selector’s specificity) e Property Values.

Chapter 8: Working with Style Sheet Files mostra como criar um arquivo de estilo (interno ou externo) e aplicá-lo a um elemento individual, uma página inteira ou um site, incluindo a oferta de estilos alternativos, importação, estilos de mídia específica e localização. Há também uma referência à XSL - Extensible Stylesheet Language.

Chapter 9: Definind Selectors aborda seletores, incluindo construção, seleção (por nome, ID, classe, contexto, parte, link, atributos, grupos) e combinação.

Appendix A: (X)HTML Reference é um índice dos elementos e atributos (X)HTML descritos no livro.

Appendix D: Symbols and Characters apresenta uma lista das 252 entidades que podem ser utilizadas em (X)HTML, e pode ser lido onilne em Character Entity References in HTML 4 and XHTML 1.0.

Bibliografia sobre Games em Educação

18 de Junho de 2009 @ 11:11 por João Mattar

Esta é a bibliografia de games em educação sobre a qual vou me debruçar intensamente nos próximos 2 meses - alguma coisa já andei inclusive resenhando por aqui. Mais alguma sugestão?

ABT, Clark C. Serious games. University Press of America, 2002.

ALDRICH, Clark. Learning by doing: a comprehensive guide to simulations, computer games, and pedagogy in e-learning and other educational experiences. San Francisco, CA: Pfeiffer, 2005.

ALVES, Lynn. Game over: jogos eletrônicos e violência. Siciliano, 2005.

ANNETTA, Leonard A. (Editor). Serious educational games: from theory to practice. Sense Publishers, 2008.

BECK, John C.; WADE, Mitchell. Got game: how the gamer generation is reshaping business forever. Harvard Business School Press, 2004.

BECK, John C.; WADE, Mitchell. The kids are alright: how the gamer generation is changing the workplace. Harvard Business School Press, 2006.

BERGERON, Bryan. Developing serious games (Game Development Series). Charles River Media, 2006.

BOGOST, Ian. Persuasive games: the expressive power of videogames. The MIT Press, 2007.

CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Flow: the psychology of optimal experience. New York: Harper Perennial, 2008

GEE, James Paul. What video games have to teach us about learning and literacy. New York: Palgrave Macmillan, 2004.

GEE, James Paul. Good video games and good learning: collected essays on video games, learning and literacy (New Literacies and Digital Epistemologies). Peter Lang Publishing, 2007.

GEE, James Paul. Why video games are good for your soul. Common Ground, 2005.

GIBSON, David; ALDRICH, Clark; PRENSKY, Marc. Games and simulations in online learning: research and development frameworks. Hershey, PA: Information Science Publishing, 2007.

HUTCHISON, David. Playing to learn: video games in the classroom. Libraries Unlimited, 2007.

IUPPA, Nicholas; BORST, Terry. Story and simulations for serious games: tales from the trenches. Focal Press, 2006.

MENDES, Cláudio Lúcio. Jogos eletrônicos: diversão, poder e subjetivação. Papirus, 2006.

MOITA, Filomena. Game on - jogos eletrônicos na escola e na vida da geração @. Alinea, 2007.

PERUCIA, Alexandre Souza; BERTHEM, Antônio Córdova de; BERTSCHINGER, Guilherme Lage. Desenvolvimento de jogos eletrônicos. 2. ed. São Paulo: Novatec, 2007.

PRENSKY, Marc. Digital game-based learning: practical ideas for the application of digital game-based learning. St. Paul, MN: Paragon House, 2007.

PRENSKY, Marc. Don’t bother me mom–i´m learning! Paragon House Publishers, 2006.

QUINN, Clark N. Engaging learning: designing e-learning simulation games (Pfeiffer Essential Resources for Training and HR Professionals). Pfeiffer, 2005.

SHAFFER, David. How computer games help children learn. Palgrave Macmillan, 2008.

THOMPSON, Jim; BERBANK-GREEN, Barnaby; CUSWORTH, Nic. Game design: principles, practice, and techniques - the ultimate guide for the aspiring game designer. Wiley, 2007.