Twitter na Educação
Eu já tinha escrito um post sobre a classificação do micro-blog como alguma coisa entre os blogs, os chats e as redes sociais. Mas agora li vários textos sobre o uso do Twitter em educação, e nas minhas aulas de Comunicação e Expressão deste semestre pretendo testar a ferramenta com meus alunos de informática.
Bibliotecários estão utilizando intensamente a plataforma para aperfeiçoarem seu trabalho, para se comunicarem em conferências e eventos, e para se manterem atualizados em relação aos desenvolvimentos em seus campos de estudo e trabalho.
O Twitter tem sido também utilizado como mecanismo de primeiro alerta para a disseminação de notícias e sua discussão imediata, representando o jornalismo produzido pelo próprio cidadão. Notícias tradicionais operavam num ciclo de 24 horas; os blogs reduziram esse ciclo para horas ou minutos; e os micro-blogs para segundos.
Nesse sentido, o Twitter é uma alternativa rápida e prática para emails, mensagens instantâneas e fóruns, em geral utilizados para a comunicação entre alunos e professores. Os alunos podem receber as mensagens pelo celular sem que você precise saber os números – os próprios alunos passam a acompanhar seu Twitter feed.
O professor Dave Parry utilizou a ferramenta em um de seus cursos e tirou algumas conclusões sobre seu potencial pedagógico: as conversas continuam fora da sala, possibilitando feedback imediato, ligando o conteúdo do curso ao mundo real e criando um senso de comunidade para a classe; você pode registrar pensamentos que simplesmente vêm à sua cabeça, o que pode ser utilizado criativamente; você pode acompanhar o uso de uma palavra, uma pessoa ou uma conferência; você pode construir histórias a várias mãos.
O Read and Write Web publicou recentemente um post sobre a utilização do Twitter como plataforma para discussões sérias.
Há um efeito interessante em receber milhares de pings, criando o que Clive Thompson chamou de sexto-sentido social.
O Twitter pode também ser utilizado como estratégia de aprendizado ativo. Pode servir para aprofundar a interação ao redor de um assunto específico. Para metacognição. Para estudantes e profissionais compararem pensamentos sobre um tópico. Para compartilhar pensamentos sobre uma sessão de uma conferência, com quem está ou mesmo quem não está lá. Breve e rápido, o Twitter desenvolve uma habilidade importante: pensar com clareza e se comunicar com eficácia.
E estou por lá, podem me seguir porque vou começar a usar o Twitter com mais freqüência. Acessem aqui a minha página.


31 de Janeiro de 2008 @ 08:33
Poxa, que legal! O que parecia uma coisa “non sense” ta fazendo todo sentido agora pra mim. Acho que a ficha caiu.
abs
1 de Fevereiro de 2008 @ 17:36
João, dei uma olhada agora na sua página do Twiter e surgiram algumas perguntas (desculpe-me se forem muito idiotas!): 1. vc tem de ir lançando manualmente tudo o que acontece, ou há algum sistema que lança seus acontecimentos automaticamente? 2. Como faço para receber em meu celular os seus passos registrados no Twiter?
Agora um comentário:
Se um grupo decide usar o Twiter para constante atualização daquilo que acontece com cada membro do grupo, é como viver a vida de todos do grupo simultaneamente. Como dar conta disso tudo? Parece-me meio pirante! A internet como um todo já tem causado essa angústia nas pessoas de não se conseguir dar conta de acompanhar tudo o que está acontecendo. Com o Twiter, então, essa sensação seria ainda mais intensa!
1 de Fevereiro de 2008 @ 18:44
Wanderlucy, é claro que nenhuma pergunta é idiota, menos ainda sobre essas ferramentas novas da Web, que estamos todos descobrindo.
Você tem que fazer os lançamentos no Twitter, mas eu por exemplo tenho feito a maioria dos lançamentos pelo Netvibes, que uso bastante. Você pode também usar o celular etc. Mas veja que a idéia não é lançar apenas o que acontece, mas idéias soltas, pequenas anotações que você faria para você (ou não faria e se perderiam no inconsciente…). Parece-me que o micro-blog pode ser uma ferramenta interessante para mudar a nossa relação consciente/inconsciente.
Para receber no celular eu tentei fazer um teste nestes dias mas não consegui. Pelo que entendi, seu plano tem que ter alguma conexão para receber as mensagens do Twitter, mas pode ser que não precise e eu tenha apenas bobeado. Pode ser que não tenha que pagar nada ou que tenha, ainda vou checar isso, mas talvez alguém possa também responder por aqui.
Atualizações de trabalhos em grupo por um micro-blog parece ser uma idéia muito interessante e produtivo. De novo, veja que não é apenas uma questão da vida, você pode usar a ferramenta para projetos, atividades etc. Concordo que possa ser um pouco pirante, e um dos artigos que li, que fala sobre o sexto sentido social, fala justamente disso, dê uma olhada. Ele não fala num sentido negativo, mas no sentido de que isso cria algo novo, diferente.
Quanto a acompanhar tudo o que está acontecendo, eu e o Valente insistimos, no “Second Life e Web 2.0 na Educação”, que as pessoas percam tempo para organizar sua página no Netvibes. A minha produtividade na Internet aumentou muitíssimo com o uso constante do blog e do Netvibes. É aquela coisa de perder tempo arrumando as gavetas, os livros etc. para o começo do semestre. Acho que vale a pena, para você e para todos. Senão, fica tudo perdido, suas fontes de informação, seus links etc. e realmente a coisa fica muito pouco produtiva. Mas vou continuar testando o Twitter, quero usar com meus alunos de Comunicação neste semestre e vou relatando por aqui o que sentimos.
2 de Março de 2008 @ 19:25
[…] Os micro-blogs são um fenômeno recente, voltado para comentários menores, rápidos e com atualizações constantes do que se está fazendo. Já escrevi um post procurando classificar os micro-blogs entre as redes sociais e os blogs. O destaque é o Twitter, sobre o qual já escrevi Twitter na Educação. […]
14 de Março de 2008 @ 11:01
[…] Eu já tinha falado por aqui do Twitter, no post Twitter na Educação, que fazia menção a outros posts em que eu tratava da ferramenta. Nas últimas semanas li várias coisas sobre o Twitter em diversas fontes: Microblogs amadurecem e deixam de ser ‘diarinhos’ […]
31 de Março de 2008 @ 09:13
Olá Prof. João De Mattar!
Eu não uso o twitter e tenho até uma má vontade com ele, devo confessar!
Mas para enriquecer o debate dois textos sobre a ferramenta, que são um contraponto ao teu texto.
A idéia é simplesmente fomentar o debate!
1 - Prof. Débora mostrando seu ceticismo com o twitte em educação:
http://www.contosdaescola.net/voce-realmente-precisa-do-twitter-para-dar-uma-aula/
2 - Por que acho o twitter irrelevante (pra mim!):
http://sergioflima.pro.br/blogs/index.php/sergio-blog/2007/09/09/5_motivos_que_tornam_o_twitter_uma_ferra
Claro, sem perder de vista que algo pode não ser legal para B e ótimo para A!
[]’s
4 de Abril de 2008 @ 12:59
Sérgio, mil desculpas, só hoje, por acaso, vi que o seu comentário estava na lista de comentários aguardando aprovação. Os comentários postados no meu blog são publicados direto, sem moderação, mas o anti-spam segura alguns comentários para moderação, por razões que nem sempre são claras. Então, o seu estava lá, e eu bobeei em não checar!
Mas finalmente aqui está!
Conheço esses posts, e continuo postando mais algumas coisas sobre o Twitter por aqui - aliás, estou com um post bem longo para finalizar.
É claro que uma coisa pode ser boa para A e ruim para B, mas eu acho que a questão aqui não é essa, e sim explorarmos as possibilidades pedagógicas das novas ferramentas, que nem sempre ficam claras de imediato. E, nessa exploração, deixar nossa avaliação um pouco em suspenso.
No caso do Twitter tenho lido muito (sobre seu uso educacional) e tenho usado a ferramenta com freqüência. Tenho mandado alguns posts do meu celular, tenho uma TwitterScreen no Second Life (na qual é possível ler os meus posts e das pessoas que eu sigo) e também uma TwitterBox (que me permite também enviar posts pelo Second Life). Eu também consigo ler e enviar posts para o Twitter do meu Netvibes. Então, do ponto de vista de conexão, estou impressionado.
Espero ainda usar a ferramenta neste semestre com meus alunos, e aí poderei fazer uma avaliação mais fundamentada sobre seu potencial pedagógico. E vamos conversando, porque no fundo não estou defendendo a ferramenta, apenas lendo muito e testando-a.
6 de Abril de 2008 @ 11:35
[…] Twitter na Educação […]
30 de Abril de 2008 @ 21:06
www.icdl-direct.com…
This actually ties into an interesting post Mr Cowen authored a while ago on the strategy of book cover design– well worth reading if you haven’t already. The question as it relates to this conversation is then: can you judge a book by its blogger? L…