Didática do Ensino a Distância
PETERS, Otto. Didática do ensino a distância: experiências e estágio da discussão numa visão internacional. Trad. Ilson Kayser. São Leopoldo, RS: Ed. Unisinos, 2001. Resenha por João Mattar.
Este é um daqueles livros que vale a pena ter, já que merece ser lido várias vezes, por causa de sua densidade teórica e da quantidade de exemplos e bibliografia analisados. O original é de 1997, mas mesmo com um tema que exige atualizações constantes, carrega alguns ensinamentos que não tendem a ficar datados.
O autor foi fundador e primeiro reitor da Fernuniversität – Universidade a Distância, na Alemanha.
O título já é provocador: poderíamos falar em uma didática do ensino a distância? Este é o tema da interessante introdução do livro, que defende uma didática pluralista para a EaD, incluindo os seguintes princípios teóricos: a tradição do ensino acadêmico, a didática do ensino superior, a didática da educação de adultos e da formação complementar, a pesquisa empírica do ensino e da aprendizagem, a tecnologia educacional, a telecomunicação eletrônica, os resultados científico-sociais e a didática geral, como disciplina pedagógica.
No cap. 1, “Levantamento de Dados”, Peters destaca cinco características que distinguiriam a educação a distância de outras formas do ensino superior: a combinação específica de algumas das formas de ensino e aprendizagem convencionais, o aproveitamento específico de meios técnicos (como a teleconferência e o computador pessoal), a combinação entre acessibilidade e interação (ou diálogo), o tipo especial de estudante e as formas específicas de institucionalização (single mode, dual mode ou mixed mode).
No cap. 2, “Distância e Proximidade”, o autor procura dar conta da dialética entre esses dois termos através de cinco modelos teóricos para o ensino a distância: da correspondência, do diálogo (ou da simulação escrita de uma conversação didática entre docentes e discentes), do professor (mais didático que os anteriores), do tutorial (ou aconselhamento) e da transmissão eletrônica (com audiocassetes, por exemplo). Por fim, ele discute o conceito de “distância transacional”, desenvolvido por Michael Moore, que envolve o maior ou menor diálogo entre alunos e professores, assim como o quanto o caminho a ser seguido no estudo está pré-fixado para o estudante (ou o que Moore denomina estrutura e autonomia).
No cap. 3, “Três Concepções Constitutivas”, Peters aprofunda o estudo teórico dos conceitos de diálogo, estrutura e autonomia.
No cap. 4, “As três Concepções na Prática”, o autor estuda as três concepções vinculadas à distância transacional em diversas universidades.
No cap. 5, “Concepções Modificadoras”, Peters começa analisando os conceitos de open learning e ‘educação permanente’ para, em seguida, tratar da transição entre o ensino industrializado para o ensino pós-moderno, tema principal de outro livro do mesmo autor traduzido em português, “A Educação a Distância em Transição”, do qual fiz uma outra resenha. É esta parte do livro que mais nos interessa, tanto que discuti e desenvolvi essas questões em meus livros ABC da EaD e Second Life e Web 2.0 na Educação.
O interesse inicial pelo ensino a distância se deve a empresários interessados em ganhar dinheiro, não em educar. Teria ocorrido, então, uma revolução nos métodos de ensino e aprendizagem, através da divisão e do planejamento do trabalho, tendo o ensino se tornado mecanizado (e mais tarde automatizado), padronizado, normado, formalizado, objetivado, otimizado e racionalizado. O ensino torna-se, em suma, industrializado, produzido e consumido em massa, através da alienação tanto do docente quanto do discente, e da utilização de uma linguagem não-contextualizada, para o que contribui decisivamente o modelo da Open University inglesa. Este modelo fordista poderia ser considerado ultrapassado.
O neofordismo envolve alta inovação no produto e alta variabilidade nos processos, mas pouca responsabilidade dos empregados. Não são mais produzidos grandes cursos, mas sim cursos menores que podem ser atualizados constantemente.
O pós-fordismo agrega à alta inovação na produção e à alta variabilidade nos processos, um alto nível de responsabilidade no trabalho. Os cursos devem ser produzidos on demand e just in time. A divisão do trabalho é, no limite, eliminada. Os cursos, dessa maneira, poderiam ser produzidos e adaptados rapidamente. Citamos então Peters:
“Isso, por sua vez, obrigaria as universidades a distância a modificarem igualmente seus processos de trabalho. Em lugar do desenvolvimento e produção na base da divisão do trabalho e sob controle central, seriam formados muitos pequenos grupos de trabalho descentralizados, com responsabilidade própria pelo desenvolvimento de suas propostas específicas de ensino, sendo, por isso, dotados de maior autonomia – também para fora. Mas o que é ainda mais importante: as formas clássicas de ensino e aprendizagem no ensino a distância (cursos padronizados, assistência padronizada) deveriam ser substituídas ou complementadas por formas muito flexíveis quanto a currículo, tempo e lugar (variabilidade dos processos). Conceitos como estudo autônomo, trabalho autônomo no ambiente de aprendizagem digital, teleconferência, aconselhamento pessoal intensivo, estudo por contrato e combinação com e a integração de formas do ensino com presença indicam em que direção poderia ir o desenvolvimento. Isso equivaleria a uma revolução.” (p. 208)
E mais à frente, o que talvez nos interesse ainda mais:
“Como a exagerada divisão do trabalho é revogada e se busca a descentralização, as clássicas equipes de desenvolvimento de cursos já não têm mais razão de ser. Em seu lugar são desenvolvidos cursos variáveis e de curta duração por grupos de trabalho em áreas especializadas e de trabalho com responsabilidade própria. Os professores universitários integram esses pequenos grupos de trabalho, que passam a ser responsáveis por todas as etapas de seus cursos, não apenas pelo planejamento e o design como também pela produção, distribuição, avaliação e pelo acompanhamento continuado do curso. Para isso também deveriam dominar técnicas de produção na área gráfica e de vídeo, o que, inclusive, é facilitado por modernos meios técnicos […]. Enquanto que até agora os meios técnicos tendiam a favorecer a divisão do trabalho no ensino, com esses novos meios eletrônicos as operações podem ser novamente reunidas.” (p. 213-214).
Este capítulo ainda explora as características do ensino pós-moderno a distância, em que podem ser colocados em dúvida praticamente todos os pressupostos da educação, e que talvez só tenha condições de se estabelecer em novas instituições de ensino, marcadas desde o seu nascimento por princípios radicalmente flexíveis e inovadores.
No capítulo 6, “Informação e Comunicação”, Peters explora as inovações associadas ao progresso da tecnologia.
No cap. 7, “Modelos de Ensino e Aprendizagem de Instituições Específicas”, novamente o autor realiza estudo de casos em diversas instituições de ensino.
O livro termina com um capítulo curto, “Análises e Perspectivas”, que, apesar do título, fala muito pouco de futuro, seguido de uma variada bibliografia.
Enfim, um livrão!!
10 de Março de 2007 @ 09:19
Realmente muito boa sua resenha, João: seu texto é claro e objetivo, abarcando de maneira acessível toda a obra de Peters. Trata-se de uma contribuição valiosa para estudiosos e/ou interessados em EaD.
Agora, alguns questionamentos meus:
Em quais aspectos você acredita que Peters possa contribuir ao processo de transição pelo qual a EaD vem passando no Brasil?
A gente sabe que é sempre preciso adaptar os conceitos europeus e norte-americanos à nossa realidade, para não cairmos nos erros facilmente observados em diversas áreas.
Dessa forma, eu gostaria muito de saber sua opinião sobre o seguinte: em quais aspectos você poderia apontar problemas decorrentes de interpretações equivocadas na aplicação dos conceitos de Peters à EaD no Brasil? Ou ainda, será que podemos de fato considerar que existem diferenças significativas entre nossa EaD e a que acontece lá fora?
11 de Março de 2007 @ 20:54
Obrigado pelos comentários, Wanderlucy.
Defendo arduamente a tese de que não podemos simplesmente importar teorias e aplicá-las em nossa realidade, sem reflexão e adaptação, mas acho que aqui não é o caso.
Ele na verdade faz uma reflexão sobre o que aconteceu e o que está acontecendo, não fornece propriamente dicas ou sugestões específicas para a implantação de Projetos de EaD. Suas reflexões, neste sentido, me parecem perfeitamente válidas para ajudar no processo de transição por que a EaD passa no Brasil.
Existem diversos modelos de EaD, e isso a leitura das obras do Peters nos ajuda, muito, a compreender. Isso abre a nossa mente. Aqui no Brasil, dentro das nossas limitações, podemos também implementar diferentes projetos de EaD, dependendo de nossos objetivos, nossos recursos etc.
Aproveito para indicar um link para uma palestra do Peters, na Unisinos, em 2001, em que ele discute as idéias do outro livro, “Educação a Distância em Transição”. É uma leitura de fôlego, em português, genial, e agradeço ao professor Wilson Azevedo pela dica:
http://www.ricesu.com.br/colabora/n2/destaque/index.htm
Repare, Wanderlucy, o que deveríamos estar fazendo por aqui!
13 de Março de 2007 @ 00:16
Fantástica a forma como Peters nos apresenta um panorama da EaD invejável, tanto no que diz respeito ao passado, como ao presente e ao futuro. Caem por terra muitos conceitos, sobretudo norte-americanos, que afirmam que ensinar a distância não difere muito do que se faz presencialmente. Toda a concepção pedagógica da EaD é diferente do presencial, o que deixa clara a importância de formarmos professores para a EaD, não simplesmente para o uso eficaz de ferramentas tecnológicas, mas para que esses professores possam exercer criticamente o papel de educadores, possibilitando a contrução de conhecimento.
11 de Setembro de 2007 @ 09:13
[…] e) as resenhas do Otto Peters, A educação a distância em transição e Didática do Ensino a Distância; […]
8 de Janeiro de 2008 @ 12:53
very interesting.
i’m adding in RSS Reader
31 de Janeiro de 2008 @ 12:56
What do you mean ?
29 de Fevereiro de 2008 @ 16:47
Gostaria da saber algumas coisas a respeito
EDUCAÇÃO A DISTANCIA E ENSINO A DISTANCIA
- CITAÇÃO LITARAL LONGA
- CITAÇÃO LITERAL CURTA
- CITAÇÃO INDIRETA
- CITAÇÃO DA CITAÇÃO
OBRIGADO
29 de Fevereiro de 2008 @ 17:03
Oi, Anderson, se eu entendi bem as suas dúvidas, são mais de Metodologia Científica, é isso? Vou tentar comentar.
Educação é um conceito que envolve ensino e aprendizagem, ensino está mais centrado no professor (que ensina), não no aluno que aprende.
Não entendi qual é a dúvida da citação literal longa e curta. Citações literais, quer dizer, que copiam exatamente uma passagem de outro texto, devem sempre vir entre aspas.
Citação indireta, quando você não reproduz exatamente o que o autor disse, não precisa de aspas, mas você deve também indicar a fonte.
Na citação da citação você deve usar a expressão “apud” e transformar as aspas duplas em simples, quando ocorrer.
Estes assuntos todos eu trato em detalhes no meu livro Metodologia Científica na Era da Informática:
http://blog.joaomattar.com/metodologia-cientifica-na-era-da-informatica/
6 de Março de 2008 @ 21:44
Gostaria que você mim enviasse pelo email um modelo de uma citação longa e citação de uma citação sobre curso a distancia.
Gratom
Josenias
6 de Março de 2008 @ 22:38
Josenias, não entendi muito bem.
Uma citação, longa ou curta, deveria vir entre aspas, tipo: “……..”.
Não entendi o que você quer dizer com citação de uma citação sobre curso a distância.
Não tenho seu email por aqui, mas me mande um email (joaomattar@gmail.com) que eu te respondo com o maior prazer.
7 de Março de 2008 @ 09:10
João, percebí que minha dúvida é a mesma de outros q te pediram ajuda, por isso vou tentar ser o mais objetiva possível, preciso saber a diferença entre as citações, longa, curta, indireta ecitação de citação, e como devo aplicá-las no meu texto sobre educação a distância.
ficarei muito grata com sau resposta.
abraço
7 de Março de 2008 @ 09:19
Na verdade não há uma diferença tão importante entre citação longa e curta. Do ponto de vista da Metodologia Científica, principalmente em trabalhos acadêmicos, não existe limite para o tamanho de uma citação. Há questões de direitos autorais, mas para trabalhos acadêmicos que citam outros trabalhos, não há tanto problema.
Agora, a outra dúvida de vocês pode ser a seguinte: quando uso uma e outra? Eu confesso que gostava muito mais de citar bastante antes, de usar citações longas etc. Acho que meu estilo está se tornando menos acadêmico! Mas é assim: quando você tem uma passagem de um texto que está muito legal, em que o autor foi muito feliz na organização e exposição das idéias, aquelas passagens que você acha que a paráfrase (você escrever as mesmas coisas com suas palavras) não vai funcionar bem, muita coisa do texto vai ser perdida - então, o legal é usar uma citação longa, de um ou até alguns parágrafos. Caso contrário, você pode deixar para citar apenas pequenas passagens, expressões etc.
Citação indireta é justamente isso, você reproduz as idéias do autor, mas não copia o texto - modifica algumas coisas, exclui outras, enfim, fala as mesmas coisas do que o autor, mas com as suas palavras. Mesmo assim, você deve fazer a referência à fonte de onde tirou aquela passagem. Ela começa em geral assim:
Fulano de tal afirma que tal tal tal tal. (veja que não precisa de aspas).
Citação da citação é uma coisa que no fundo você não decide fazer, acontece. Você está lendo um texto, autor A, e ele faz uma citação de outro autor, autor B. Você está lendo e gosta muito do que o autor B falou, mas não tem o livro B. Então, você faz uma citação da citação, ou seja, cita uma passagem do autor B, mas não lendo no original, e sim através do texto do autor A. Aí, na referência bibliográfica, você tem que que escrever:
Autor B (mais os dados do livro original) Apud (uma expressão latina) Autor A (mais dados completos do livro A).
Será que deu? Qualquer dúvida, pergunte de novo.
Acho que já falei, mas se na Biblioteca vocês encontrarem meu livro Metodologia Científica na Era da Informática, essas (e outras) coisas estão bem discutidas.
7 de Março de 2008 @ 09:30
[…] Eu já tinha feito uma resenha de outro livro do mesmo autor, Didática do Ensino a Distância, e demorei bem mais do que esperava para terminar esta resenha, mais aqui vai. […]
8 de Março de 2008 @ 16:21
olá, gosatria de agradecer pelo enorme comentário, é q foi muito útil, expliv]cou exatamente o q eu queria saber. valew mesmo!!!
abraço
8 de Março de 2008 @ 23:40
Amei sua explicação sobre citações você tem uma didatica maravilhosa em passar o que sabe.
Parabéns
9 de Março de 2008 @ 10:59
Legal que ajudou vocês, Maria e Sandy. E qualquer dúvida estou sempre por aqui!
9 de Março de 2008 @ 15:13
gostaria que voce enviasse citações ja pronta
9 de Março de 2008 @ 16:09
Leila, existem várias citações neste post, grandes inclusive, estão todas entre aspas. Mas você só pode usar no seu texto se, além de citar a fonte, essa citação se encaixar no que está escrevendo.
Se é que eu entendi o que você precisa.
16 de Março de 2008 @ 22:09
Boa noite.
Farei um concurso para Analista de Projetos Educacionais da Assembléia Legislativa de MG.
Cobrarão sobre ensino a distância.
O que o senhor acha mais interessante no livro “Didática do ensino a distância” do Peters, que poderá ser cobrado em prova?
Parabéns pela resenha.
17 de Março de 2008 @ 07:02
Marilia, é difícil prever o que pode ser pedido, mas relendo a resenha me vieram 3 pontos que poderiam ser cobrados: as características da educação a distância, os diversos modelos de educação a distância e (esse é o ponto principal do livro, me parece) a história do fordismo, pós-fordismo e neo-fordismo. Boa sorte, e depois nos avise por aqui o que caiu.
19 de Março de 2008 @ 19:00
Gostaria da saber algumas coisas a respeito
EDUCAÇÃO A DISTANCIA E ENSINO A DISTANCIA e c for possivel fazer uma citação de cada como ex:
- CITAÇÃO LITARAL LONGA
- CITAÇÃO LITERAL CURTA
- CITAÇÃO INDIRETA
- CITAÇÃO DA CITAÇÃO
OBRIGADO: Tássio Jose Oliveira de Farias
SENA MADUREIRA _ ACRE data:19/03/2008
19 de Março de 2008 @ 19:57
Tássio, se você der uma olhada nos comentários um pouco acima do seu, vai perceber que há foram postadas algumas dúvidas semelhantes e que eu tentei respondê-las. Veja se esclarece, mas se continuar com alguma dúvida me pergunte, sem problemas.
28 de Março de 2008 @ 00:06
Boa noite.
Gostaria que você me ajudasse a fazer uma citação da citação.Só eu gostaria de usar a resenha acima, q vc fez sobre Otto Peters,pq no meu trabalho preciso fazer uma e gostaria muito de utilizar seu texto,pois foi de grande ajuda para que eu fizesse o meu.
Há gostaria de saber como coloco também nas referências bibliográficas o trabalho acima,pois não sei como por nas referencias
bibliográficas.
Parabéns pelo trabalho foi de grande ajuda para entender com mais clareza o ensino a distância..
28 de Março de 2008 @ 02:09
Fernanda, vamos dizer que você queira usar no seu trabalho uma citação que eu fiz do Otto Peters aqui no post. Então você diria no trabalho:
Otto Peters afirma que: “…” (ou algo parecido).
Até aí, nada de novo ou estranho. O complicado vem agora. Na referência da citação, você precisa dizer que a citação é do Oto Petters, mas que você não a tirou direto do livro dele, e sim do meu texto. Então, teria que usar a palavrinha chata “apud”.
A referência então ficaria:
PETERS, 2001, p. x-y apud MATTAR, 2007
Isso pressupondo que na sua bibliografia, você tenha os dados completos pelo menos do meu texto. Como é de blog, fica uma referência chatinha:
MATTAR, Joao. Didática do Ensino a Distância. De Mattar (o nome do blog viria em itálico), 08 mar. 2007. Disponível em: . Acesso em: (aqui vai a data em que você acesso o post). Talvez fosse interessante colocar uma observação na citação tipo: post em blog.
Acho que é isso, um pouco complicado, mas a citação é normal, com aspas etc., o que importa é na referência você indicar que o Peters foi lido no meu texto (o apud significa isso, o que vem antes é o original, o que vem depois é o texto de onde você tirou a citação, que não é o original).
Ufa, veja se deu para entender, se quiser coloque o exemplo por aqui, para a gente discutir se ficou bom.
28 de Março de 2008 @ 23:22
Gostaria da saber algumas coisas a respeito
EDUCAÇÃO A DISTANCIA E ENSINO A DISTANCIA e c for possivel fazer uma citação de cada como ex:
- CITAÇÃO LITARAL LONGA
- CITAÇÃO LITERAL CURTA
- CITAÇÃO INDIRETA
- CITAÇÃO DA CITAÇÃO
28 de Março de 2008 @ 23:43
Cristina, Educação é uma palavra mais completa que Ensino, pois compreende ensino e aprendizagem. Ensino aponta apenas para o professor, aquele que ensina, enquanto Educação aponta também para o aluno, aquele que aprende.
Sobre as citações, nos posts anteriores essa questão já foi abordada, dê uma olhadinha.
6 de Maio de 2008 @ 09:11
Para citações, sobre as quais muitos leitores perguntaram: a ABNT tem norma específica, é a NBR-10520: Citações em documentos. E existem alguns livros no mercado que ampliam essa norma com mais exemplos.
6 de Maio de 2008 @ 20:56
Fátima, muito bom lembrar das normas da ABNT. Há várias normas que nos interessam. No meu livro Metodologia Científica na Era da Informática, falo bastante delas, mas faz tempo estou pensando em montar uma página sobre isso, seu comentário me animou!
16 de Novembro de 2008 @ 15:59
João,
Gostaria de lhe dizer que amei seu blog e q a partir de hoje o terei como um de meus favoritos e aproveitando o encejo, gostaria que vc me falasse um pouco mais sobre o que Peters acha da didática na educação a distância, seria de grande importância para mim.Desde já agradeço,Carla.
16 de Novembro de 2008 @ 18:03
Carla, na verdade neste post eu faço uma resenha do livro dele, então aqui você encontrará a visão dele sobre o tema. Fiz também outra resenha, que pode interessar: A EaD em Transição - http://blog.joaomattar.com/2007/04/02/a-ead-em-transicao-otto-peters/
19 de Novembro de 2008 @ 21:46
João, devo parecer um pouco burra, mas me explica o que é neofordismo por favor.Obrigado.
19 de Novembro de 2008 @ 22:01
Carla, não parece nada burra, porque esse é um termo usado pelo Otto Peters. O fordismo é um modelo inicial de EaD, em que tudo era dividido, funções separadas, produtos finais iguais etc. O neo e pós-fordismo seriam superações desse modelo, conforme a resenha procura mostrar. Dê uma olhada no vídeo que produzi nestes dias, que explicar um pouco as minhas idéias de impostutor e aututor:
http://blog.joaomattar.com/2008/11/12/do-impostutor-ao-aututor/