É possível conciliar padronização e criatividade?
É possível insistir em regras, em modelos e em padronização e, ao mesmo tempo, cultivar um clima de criatividade?
É possível formar seres humanos com senso crítico em um ambiente em que as pessoas não falam, em que têm medo de expor suas opiniões, em que não têm coragem de defender suas posições?
Um grupo que não debate é capaz de formar seres humanos com visão crítica da realidade?
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Claro que não.
Não tenho como vender um peixe que não conheço.
Não tenho como ensinar o exercício da cidadania se não me é dada a oportunidade de exercê-la.
Não tenho como dar o que não tenho.
Visão crítica da realidade se desenvolve praticando, cultivando a liberdade de expressão, sem medo, sem censura, sem coação.
Criar é ousar, é sair do padrao, é buscar alternativas e tentar melhorar.
A criatividade é uma forma de propor soluções, buscar alternativas para inovar e otimizar o que esta sendo feito.
Se a padronizacao esta dando certo, porque inovar e recriar, se for so para dizer que esta sendo feito é besteira e nao vale a pena perder tempo. Deixa padrao ate nao poder mais.
Ate cansar, ate perceber que nao funciona.
Pode ser tarde, mas ninguem pode dizer que a gente nao avisou.
Vou estar no Brasil em Abril, aberta e disposta a colaborar e criar coisas novas e interessantes, se vc quiser ajudar, pode marcar , logo apos a pascoa e convidar quem vc achar que vale a pena…
Pois é, Carmem, aí é que está.
O que eu estou começando a achar é que justamente essa acomodação no padrão acaba se tornando suicídio: você começa cada vez a reforçar mais as regras, reforçar as regras, reforçar as regras, que então não sobra mais espaço nem clima para a criatividade. E aí, quem vai enxergar que o padrão não está dando certo? Quem está dentro se sente feliz, parece que tudo está indo bem. Eu tenho pensado que a criatividade tem que estar no planejamento estratégico, o padrão não pode nunca triunfar sozinho, é preciso estar sempre criando, mesmo que não se saiba muito para para que direção, com que objetivo. O equilíbrio pode ser a fórmula ideal, mas o que não pode acontecer é a acomodação no padrão, porque isso cega a todos.
Outra coisa: você não precisa estar aqui para sermos criativos: podemos ser criativos à distància!
Caro João, o que vemos no mundo de hoje é a força do padrão. Mesmo quando o discurso é o da criatividade, pode ter certeza que algum tipo de camisa de força foi colocado para molda a “criatividade”. O discurso da moralidade, da ética e do correto é o vencedor. Porém só o discurso, pois a prática é o inverso. Quanto mais se cultua a criatividade, mais se investe na padronização. Vemos isso em empresas que se dizem criativas, pois estas não aguentam a opinião diferente e terminam por demitir os funcionários que distoam do modelo padronizador. É a realidade. E pessoalmente, não acredito mais nesse discurso da criatividade. Pois quem é criativo não precisa dizer.
Regras é menstruação. Uma hemorragia absolutamente inútil e uma discriminação sexual perversa. Penso que temos de começar por aí: implante subcutâneo de Implanon no Sistema Geral. A Revolução Francesa já pregava sua tríade. Somente nela podemos aspirar algo novo digno de ser passado pra frente.
Você lembra João, daquele nosso “debate” a respeito da forma e do conteúdo? Criatividade não combina com padronização. Em sistemas para que servem DFDs, UML, afinal? Para fazermos sistemas melhores? Não. Para fazermos sistemas com maism qualidade? Não. Serve para fazermos sistemas que outras pessoas possam alterá-los como se elas o tivessem feito.
Essa pasteurização leva a criação de sistemas mais uniformes, mais fáceis de se manter, mas claro que com soluções menos engenhosas.
Ao se buscar escrever algo que a média entenda, naturalmente gênios criativos terão que “ir devagar”.
Concordo totalmente com a Regina. O discurso sobre criatividade é para inglês ver. Se o sujeito é realmente criativo e for identificado é bem mais provável que seja demitido e não promovido.
Padrão é média. E a média do pensamento humano, não é exatamente criativa… (eh eh eh)
O Jorge e a Regina têm razão: o sujeito criativo é uma ameaça a um sistema que busca, por meio da estabilidade oferecida pela padronização, o controle e a manutenção do poder.
O sujeito criativo só é bem-vindo entre outras pessoas criativas.
A mediocridade teme a criatividade.
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